quinta-feira, 7 de março de 2013

IMPOSTO: SE FOSSE BOM, NÃO TERIA ESSE NOME.



Sabemos que desde o surgimento das primeiras cidades politicamente organizadas, em 3500 a.C, os impostos são cobrados como forma de organizar o aparato burocrático do Estado. De lá para cá, os impostos foram motivos de disputas e lutas pelo poder. Quem detém a cobrança de impostos possui o controle sobre a riqueza arrecadada dos cidadãos. É a partir daí que entra em cena a corrupção, a roubalheira e, consequentemente, a miséria e o atraso de um povo.

Claro que não podemos generalizar, existem países que possuem alta carga tributária mas serviços públicos eficientes e baixo índice de corrupção. Porém, são exceção. 

Durante vários momentos da História tivemos movimentos de insatisfação e revolta contra a cobrança de tributos. Podemos citar a Revolução Americana, a Revolução Francesa (a mais clássica) e até o movimento inconfidente ocorrido em Minas Gerais (todos no século XVIII)

O que me intriga é que apesar de sermos uma sociedade muito mais letrada do que as citadas acima e termos um sistema de informação e liberdade muito maiores do que nos séculos passados, nós não nos revoltamos. Será que as conquistas advindas de épocas passadas bastam? Não temos mais nada a reclamar? E caso afirmativo, o que fazer? 
Então paro por aqui e deixo pra vocês tentarem responder.


2 comentários:

  1. Ainda temos o que reclamar. O problema é que muitos estão acomodados, achando que um dia algum "herói nacional" irá aparecer e resolver os problemas.
    Muitos jovens se organizam e tentam resolver problemas como, por exemplo, o aumento do preço da passagem. Entretanto, as pessoas mais velhas reclamam que o protesto está atrapalhando e, com isso, irão chegar tarde no serviço. Além dos jornais taxarem o protesto como baderna e violência. O que fazer quando os jovens querem mudar algo, mas as mídias e os mais velhos insultam e não ajudam?

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    1. Não podemos esperar que os outros entendam as diversas lutas que permeiam nossa sociedade. Temos que convencê-las através do embate político e de ações como protestos, greves, manifestações, etc.

      Com a internet, a "grande mídia" não é mais a única fonte de informações. Então, temos o dever de nunca nos calarmos frente às elites.

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