O título acima é inspirado numa frase de promotor, dos anos 1940, Roberto Lyra que defendia um olhar menos preconceituoso ao se tratar dos negros daquela época.
Onde quero chegar na verdade tem a ver com a polêmica, imbecil, das cotas para negros nas universidades.
Infelizmente, esse assunto só ganha relevância no final do ano (tempo de ENEM e afins) e, também fim de novembro, dia da Consciência Negra.
Mas voltando ao início da minha fala, a frase do título se aplica muito bem a essa questão das cotas. Pra julgarmos se o Estado está errado em conceder ( cadê a luta?) as cotas devemos primeiro viver na pele o que significa não termos nada.
Vou deixar um texto que motivou essa postagem e convido a todos os meus alunos a refletirem sobre o tema das cotas, a grande injustiça que ainda paira no Brasil e a hipocrisia de quem se coloca contra o processo de igualdade social que as cotas representam para todo o país.
Um agradecimento especial à minha amiga, professora, Maria Inês que sempre esteve atenta às discussões sobre desigualdade social e de gênero.
As cotas para negros: por que mudei de opinião?
O Lyra realmente trás uma visão que merece destaque, afinal, como ir contra ou a favor de porquês que sequer vivenciamos? Concordo plenamente com essa visão, a qual (ao menos a minha) cresce com artigos como esse e os debates que ocorrem em suas aulas. Bruna - 2m2.
ResponderExcluirEi Bruna.. Legal seu comentário, mostra que alguém lê o blog, rsrs. Mas é isso mesmo, a velha história de não julgarmos antes de conhecer. Estamos muito longe de uma igualdade, seja de que tipo, no Brasil.
ResponderExcluirEntão temos que conhecer, dialogar e buscar soluções que proporcionem de fato uma vida melhor para todos.
Um abraço